sexta-feira, 30 de julho de 2010

Estrada Real: Ouro Preto a Paraty - Dia 8

Na noite anterior, nós havíamos avisado a dona do hotel que gostaríamos de tomar café da manhã bem cedo, e ela nos disse que a partir de 6:30h o café já estaria pronto. Acordei bem cedo, e quando sai do quarto encontrei com ela vindo nos avisar que o café já estava pronto, ou seja, sem chance de dormir até mais tarde :-). Tomamos café, arrumamos as coisas e antes das 8h já estávamos pedalando. O caminho de Cunha até Paraty tem aprox. 46 km, são 23km até a divisa SP-RJ, com quase 1000m de subidas e depois mais 23km da divisa até Paraty, indo dos 1500m de altura até o nível do mar. Então já sabiámos o que nos aguardava: muitas subidas bem inclinadas! Não tinhamos pedalado nem 1km e lá se foram 80m de subidas (eu ando 13km para ir e voltar do trabalho e dá apenas 60m!).







O caminho até a divisa é bem agradável, asfalto bom, arborizado mas com subidas insanas... Chegamos na divisa em 2h30m de pedal. Paramos para um lanchinho e nos preparamos para o downhill que viria a seguir. Logo após a divisa dos estados começa o Parque Nacional da Serra da Bocaina, o asfalto acaba, e começa um trecho de uns 9km de estrada de terra em condições meio precárias (tem até um aviso proibindo a passagem de caminhões).




O tempo que até então estava ótimo começou a mudar. Logo no começo da serra pegamos uma neblina e em seguida um céu bem nublado com algumas nuvens "estranhas" se aproximando. Mais ainda assim estava calor e tinhamos bastante luminosidade.






Entenderam porque o trafego de caminhões é proibido? O motorista acima aprendeu do pior jeito e ainda por cima trancou a estrada nos dois sentidos, então não passava ninguem de carro, nem subindo nem descendo.

Passados os 9km de estrada de terra, alcançamos o asfalto e começamos a avistar Paraty. Daí pra frente seria só alegria (descidas!). Ao nos aproxirmamos de Paraty o tempo fechou e começou uma chuvinha. Até paramos para colocar capas de chuva, mas logo a chuva parou.



Chegando em Paraty fomos direto à rodoviária para retirar as passagens de ônibus que haviámos comprado pela Internet. Fomos até o centro histórico, fotos, vimos o mar e fomos almoçar com calma, pois ainda era algo em torno de 13h e teriamos ainda bastante tempo.







Acima, obras da artista plástica Ana Sierra em uma galeria em Paraty.

Após o almoço fomos procurar um albergue onde pudessemos tomar um banho e logo achamos um. De banho tomado e já prontos para viajar fomos gastar um pouco de tempo em uma lan house. Por volta das 16h fomos para a rodoviária e de lá fui até uma casa de embalagem onde comprei um durex e um papelão para embalarmos as bikes para a viagem.



Na hora de embarcamos tomamos um susto: o motorista não iria embarcar as bikes sem as notas fiscais! Precisamos argumentar um pouco para que ele nos deixasse embarcar. Normas esquisitas... somente nesse trecho nos pediram notas fiscais, pois fomos de Curitiba a Outro Preto, e depois de São Paulo a Curitiba sem precisar das notas. Saimos de Paraty com um atraso de 20min, mas antes de embarcar tomei uns 3 dramins e praticamente só fui acordar em SP. De lá a viagem foi bem tranquila até Curitiba, e apesar de pegarmos um pouco de trânsito na descida da serra de Miracatu, chegamos em Curitiba dentro do previsto, por volta das 6:20h da manhã. As esposas tinham se oferecido para ir nos buscar na rodoviária, mas para quem já tinha pedalado quase 600km, os 2km ou 3km até em casa não iam fazer nenhuma diferença :-). Assim, tiramos a última foto na rodoviária de Curitiba e fomos para casa.



Resumo do dia: 49km com 946m de subidas
Locais: Cunha, Paraty

5 comentários:

  1. show as fotos e a exposição com os quadros de bikes foi muito mais do que uma COINCIDENCIA...os sinais estão por todo lado, basta querer enxergar... parabéns aos cicloturistas pela bela aventura.

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  2. Parabéns pela aventura e pelo relato. Um abraço, Renato

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  3. Sergio Riekes - Lavailama2 de agosto de 2010 20:23

    Gostei do relato. Foi uma cicloviagem muito bacana. Vocês precisam fazer a primeira parte um dia, ou seja, de Diamantina a Ouro Preto. Lá também não precisa perguntar: Tem subida? A resposta vai ser aquela... Já fiz com o amigo Heron Mathoso, e passamos muito sufoco. Abraços e boas pedaladas.

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  4. Parabéns pela viagem! Eu ainda quero fazer esta!

    Abraços!
    Rodrigo Stulzer
    transpirando.com

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  5. Poxa vida, esse caminhão é da minha terra (VARGINHA-MG).
    Que será que aconteceu com ele...

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