sábado, 22 de fevereiro de 2014

Carretera Austral 2014 - A Ida

Chegar no ponto de partida de nossa viagem foi uma aventura a parte! Ao planejarmos a viagem, estudamos várias possibilidades de como chegar em El Calafate. A principal companhia aérea que voa para lá é a Aerolineas Argentinas, que por acaso não tem voa para Curitiba! Após fazemos várias combinações de vôos, acabamos optando por voar de Florianópolis para Buenos Aires e de lá para El Calafate. Assim a nossa ida seria composta por 3 etapas: ônibus para Florianópolis, avião para Buenos/Calafate, e finalmente mais um ônibus/transfer para El Chalten.

O que já não estava tão fácil ficou menos ainda. Havíamos comprado as passagens com mais de um mês de antecedência e em um intervalo de uma semana a Aerolineas mudou os horários dos dois vôos, o que nos obrigou a mudar o horário de um trecho e ainda por cima fazer um transfer entre o aeroporto de Ezeiza e Aeroparque.

Finalmente o dia da partida chegou e saímos de Curitiba de ônibus, no domingo de manhã,  com destino a Florianópolis. O Paulo foi nos buscar na rodoviária e fomos para a casa da minha mãe, que já estava nos esperando com um banquete :-). Ficamos de bobeira e dormimos um pouco pois a saída para o aeroporto foi de madrugada! O vôo até a Buenos foi tranquilo e a entrada no país bem rápida.





A companhia havia nos dado "vouchers" para o ônibus que faz o transfer entre os dois aeroportos, só que acabaram nos cobrando mais pelo transporte das bikes! Depois de quase uma hora de transfer chegamos no Aeroparque, e lá trocamos um pouco de dólares. Devido a situação da economia Argentina,  trocar dolares no "paralelo" está valendo muito a pena, pois enquanto a cotação oficial estava pagando 6.5 pesos por dolar, conseguimos trocar por 8 e depois por 9 pesos!



Atravessamos a rua na frente do Aeroporto e comemos uma "hamburguesa" na frente do rio. No meio da tarde embarcamos para El Calafate e ao chegarmos tivemos uma boa amostra do frio e vento patagônico. O Rafael já estava em El Calafate e foi nos encontrar no aeroporto. Havíamos pensado na possibilidade de conseguir um transfer direto do aeroporto para El Chalten, mas não rolou... Acabamos tendo que negociar um transfer para a cidade, e fomos direto para o terminal de ônibus.

 (Aeroporto de El Cafalate)

(enquanto estávamos voando, o Rafael estava saindo de El Calafate para nos encontrar no Aeroporto)

Conseguimos chegar a tempo de pegar o ônibus de 18:30h, e ainda tivemos tempo de fazer algumas comprinhas de mantimentos já pensando no começo da viagem. Ainda bem que optamos por fazer esse trecho de ônibus, pois não tem nada no meio caminho, é bem deserto e ainda por cima venta pra caramba! Chegando a El Chalten o tempo começou a mudar e desembarcamos com mais frio ainda e um bocado de chuva!





Montamos as bikes no terminal de ônibus mesmo e enquanto isso o Rafael foi atrás de hospedagem. Após ele retornar aproveitamos para jantar no terminal mesmo. Ao sairmos de lá encaramos um tempo horrível. Uma coisa curiosa de pedalar com as bikes carregadas, principalmente com os alforges dianteiros, é que muda muito a força que tem que ser aplicada ao guidão, e isso acaba exigindo alguns minutos de adaptação. Enquanto isso parece que você está aprendendo novamente a andar de bike e sai pedalando em zigue-zague! Mas chegamos bem na hospedaria e pudemos nos esquentar e ter uma boa noite de sono! Até que enfim... chegamos!




sábado, 15 de fevereiro de 2014

Carretera Austral 2014 - A Preparação

Desde um pouco antes da "Expedição Calafate-Ushuaia" eu já sonhava em percorrer a Carretera Austral, no sul do Chile. A "carretera" ou Ruta "CH-7" é o equivalente chileno da nossa "Trans-Amazônica". Uma estrada construida durante o governo militar com o objetivo levar o "progresso" para uma parte remota e selvagem do país.

Muito provavelmente pelo conjunto de belíssimas paisagens, terreno difícil, desafio físico e regiões remotas, a Carretera Austral se tornou uma espécie de Paris-Dakar do cicloturismo, e cada vez mais ciclistas do mundo inteiro a percorrem durante o "verão" patagônico, entre os meses de dezembro até março.

Eu vinha alimentando a idéia dessa viagem a alguns anos, e em 2013 passei para a fase de planejamento. Lancei a idéia para um grupo de amigos com quem pedalo/viajo e, para minha felicidade, eles toparam. A trupe estava formada: Eu, Mildo, Rafael Gassner e Pedro. Pronto, estava dado o pontapé inicial para a realização de um sonho. Havia também uma preocupação minha de fazer essa viagem o quanto antes, pois o tal do "progresso" está chegando a região. Estão asfaltando trechos da carretera, e o número de turistas aumentando e com isso tirando um pouco da "aventura" de percorrer a região.

 Comecei a me informar sobre a região e montar um roteiro/cronograma de viagem. Consumiu um bocado de tempo isso, mas faz parte da diversão. Ao contrário das viagens anteriores, essa demandaria mais tempo. A Carretera é como um corredor. Você entra de um lado e tem que percorrer quase até o fim, pois existem poucos "escapes" no meio do caminho. Fizemos algumas reuniões e decidimos fazer o percurso no sentido "Sul-Norte". No meio da viagem fiquei com aquela impressão de ser o "ganso retardado", pois encontrávamos muito mais gente andando no sentido Norte-Sul, do que no sentido contrário! Mas enfim... a idéia era que ficariamos mais próximos do retorno, e que "teoricamente" seria mais fácil retornar para o Brasil.

Com bastante ajuda da internet e do Guia de Trilhas da Carretera Austral montamos um roteiro que iniciava em El Chaltén, na Argentina, cruzava para o Chile, passando por Villa O'Higgins, Cochrane, Rio Tranquilo, Villa Cerro Castillo, Coyhaique, Puerto Puyuguapi, La Junta e Villa Santa Lucia, de onde saíriamos da Carretera e seguiríamos até Futaleufu, cruzariamos de volta para a Argentina e terminaríamos em Bariloche.

(roteiro. Aprox. 1200km)

(bike e alforges embalados e prontos para viajar)

Começamos também a preparação das bikes e equipamentos da viagem (mais detalhes em um post específico). Como da outra vez, também tivemos problemas com passagens aéreas, mas no final deu tudo certo. A "sorte estava lançada" :-). Tenham um pouco de paciência porque vai demorar um pouco de tempo para conseguir relatar os mais de vinte dias de viagem :-). Aguardem cenas dos próximos capítulos!


Competições 2013 - parte 3

Ok, última postagem de 2013 (embora em 2014 :-). Para fechar o ano, eu corri o Desafio 6 horas de MTB. Foi algo não programado... eu estava na Pedale Bikes e o Ivo me chamou para compor a equipe, junto com ele, o Giu e o Rafael Gassner. Claro, porque não? :-). Havia também opção de correr sozinho, em duplas, ou (nosso caso) em equipes de 4 pessoas. O Desafio foi feito em uma pista dentro de uma chácara, e o objetivo era conseguir completar o maior número de voltas no tempo de 6 horas! Como era em equipe, nós poderíamos revezar quem estava na pista. Exceto nos primeiros e últimos 30 minutos onde não poderiamos revezar, no resto da prova era permitido trocar quem estava na pista. Acabou que combinamos de revezar a cada 3 ou 4 voltas o que dava algo entre 30 a 40 minutos.

A pista estava interessante e tinha uma subida forte, um trecho de single track, um pequeno downhill, um trechinho com lama e um bom trecho "normal". E assim passamos o dia, correndo e revezando. E graças aos membros mais fortes da equipe (não eu) acabamos pegando um pódio e ficamos em 3o lugar.







O pouquinho que eu corri está aqui.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Competições 2013 - parte 2

Como dizia um famoso dirigente esportivo "tá na chuva é para se queimar". Além do metropolitano, eu corri também duas etapas da Copa Pedale Bike de Ciclocross. A modalidade é uma mistura de mountain bike com speed, ou seja, se usa uma bike tipo de estrada (guidão curvo, e pneus 700 mais finos que os de mtb), mas em um circuito com barro/terra/grama e alguns obstáculos. Uma característica bem marcante são os obstáculos que requerem o desmonte, ou seja, vc sai da bicicleta e carrega ela para subir uma escada, transpor um banco/tábua ou algo do tipo.

A primeira etapa eu havia apenas assistido e aconteceu na "No Sol" Bike Park. Havia feito um tempo tipicamente europeu (de onde vem a modalidade) com frio e chuva, fazendo com que a pista ficasse bastante suja. Fiquei motivado a experimentar, mesmo sabendo que o negócio é bem dificil, tanto tecnicamente quanto fisicamente.

A segunda etapa aconteceu em Campo Largo, e contrariando a etapa anterior, fez bastante sol! Cheguei mais cedo no local, dei uma volta na pista, e fui almoçar com o pessoal antes da prova. Como esperado, o negócio é brutal! Mas também bastante divertido pela variedade de situações na prova: escadas, subidas, barrancos, obstáculos e até uma cancha de areia! Ao contrário do Campeonato Metropolitano, na Copa Pedale não tem divisão de categoria por idade, só masculino/femino, então eu já imaginava o resultado... tomei até volta de uma galera :).


(Largada no estilo "Le Mans", ou seja, vc corre para pegar a bike)







A 3a e última etapa foi especial, pois aconteceu junto com o feriado de 7 de setembro. "Independência ou cross"! :-). E ainda por cima foi no velódromo/Jardim Botânico. A pista estava bem legal e alternava uma volta dentro do velódromo com o espaço em torno. O dia estava fantástico e para quem estava assistindo também foi bem legal, pois dava para ver tudo e ainda aproveitar o gramado para um picnic! Novamente uma prova puxada (182bpm de média de batimento cardíaco!).







E foi isso... 2014 tem mais ciclocross :-).

Competições 2013 - parte 1

Eu nunca fui muito de competições, e sempre pratiquei atividades físicas pelo prazer. Esse ano, um colega com um perfil parecido tinha começado a competir no Campeonato Metropolitano de Mountain Bike e falava com um certo entusiasmo das provas. Incentivado por ele, eu resolvi me inscrever em uma prova para ver qual era o barato :-). Acabei curtindo o negócio, não tanto pela disputa com outros ciclistas, mas pelos vários lugares legais onde foram feitas as competições e pelo "auto-desafio".

Como eu tenho andado meio preguiçoso para atualizar o blog (resolução de ano novo 2014: atualizar mais o blog :-) ), acabei juntando tudo em um (ou poucos) posts em vez de blogar cada prova.

Fiz minha estreia na 4a etapa do Campeonato Metropolitano e de cara deu pra perceber que o negócio era pesado. Quando li sobre a competição e vi que o trajeto teria algo em torno de 40km não achei grandes coisas, afinal estava acostumado a andar muito mais do que isso! O que eu não tinha levado em conta era que são 40km andando no limite! Embora eu tenha começado bem (ou pelo menos achando isso), furei um pneu no meio da prova e perdi um bom tempo arrumando. Meu conserto foi mal feito e mais pro fim da prova vi que o pneu estava bem vazio e parei para encher ele de novo para terminar a prova. Apesar disso, curti, mas fiquei com aquela sensação de ter feito o negócio pela metade e teria que fazer outra etapa :-). Essa etapa também trouxe um pequeno aprendizado: melhor deixar a mochila de hidratação em casa.



A 5a etapa foi realizada na Lapa. Nesse meio tempo, eu aderi a moda das 29", e a etapa foi a estreia da minha Epic! O tempo não ajudou muito, e estava frio e molhado. Muita lama nas trilhas e um pouco de chuva no final, mas foi divertido mesmo assim :-).


A 6a etapa foi ainda mais divertida. Convenci o Fabrício (eterno ex-estagiário) a correr também. Passamos um bom tempo antes da prova provocando um o outro. Obviamente o Fábricio era o favorito e eu apenas o desafiante. Ele até escolheu uma categoria que largasse depois da minha, assim o objetivo dele era me passar durante a prova e o meu fugir dele o maior tempo possível! E foi isso que aconteceu! Ele conseguiu me passar no meio da prova (por que demorou tanto? :-) ), e ainda ficou com a minha água! Coincidência ou não, foi o meu melhor resultado durante o campeonato: um 6o lugar na minha categoria. E ainda deu pódio para o Fabrício!




A 7a etapa foi a mais dificil, tanto tecnicamente quanto pessoalmente, já que encerrou um mês de pedais pesados todos os finais de semana (audax 400, cerne, ciclocross!). Trilhas longas e com bastante barro, uma altimetria pesada e ainda por cima faltou comida no meio! Mas passamos por alguns lugares legais e valeu a etapa.



E para fechar o ano, a 8a etapa aconteceu em Rio Negro. Fui com a Gleyce no dia anterior, e nos hospedamos na cidade. A prova aconteceu junto com uma festa na cidade, então estava bem cheio e bem animado. A prova foi tecnicamente mais fácil, então o ritmo foi mais rápido. O tempo estava muito bom, então tudo contribuiu para uma prova bem legal.





Seguem os tracks dos trajetos das provas:

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Audax Floripa 400km!

Esse ano eu estava mesmo determinado a pedalar distâncias maiores, mas tinha dúvidas ainda sobre o Audax 400km. Mas, depois do Audax 300km da Lapa em abril, eu comecei a achar que seria possível. O 400 em questão seria o de Floripa, e com uma altimetria muito inferior ao que foi da Lapa! E para completar eu teria companhia, pois o Fabricio (Dyck, ex-estagiário) se animou, então fechou, tínhamos um plano :-).

 (preparada para o audax!)

Saímos de Curitiba numa sexta final de tarde com um tempinho bem esquisito e pegamos um tremendo engarrafamento na descida da serra. Mas chegamos bem em Florianópolis e ,claro, minha mãe tinha preparado um monte de coisas para o lanche/janta! No sábado de manhã contei com a ajuda da Gleyce (que iria fazer o desafio 70km com uma amiga) para ir buscar nosso "kit" audax, enquanto eu e o Fabrício dávamos os últimos retoques nas bikes.


("antes", largada)

A largada aconteceu na frente do Della Bikes as 15h de sábado, e teríamos ao todo 27 horas para completar os 400km, embora nosso plano fosse o de fazer em 20h. Passamos pela beira-mar, ponte, estreito e logo chegamos na BR-116 em direção a Itajaí. Não sei se pelo fato de estarmos em pelotão, ou pelo tipo de terreno, mas o negócio rendeu e a velocidade média ficou acima dos 30km/h. No meio do caminho para Itajaí começou também uma garoa que iria nos acompanhar até as 5h da manhã!

Chegamos no primeiro PC em Itajaí bem, e para nossa surpresa, havia um risoto de frango sendo servido! Comemos e aproveitei o fato de estarmos numa bike shop para trocar o meu pisca traseiro, que por alguma razão desconhecida deixou de ser "pisca" e travou ligado! Saímos de Itajaí relativamente cedo, e enfrentamos alguns trechos meio tensos de estrada porque o acostamento estava sujo por causa de obras na região.

Próximo a Barra Velha tivemos o primeiro e praticamente único "susto" do pedal: nós estávamos em 3 ciclistas, eu, o Fabrício e mais um ciclista que estava pedalando sozinho e nos acompanhava, e tínhamos acabado de ultrapassar outro ciclista solitário. Eu vinha na frente com o Fabricio quando vimos um defeito (buraco) no acostamento. Eu passei meio que reto pelo buraco, o Fabricio desviou e o cara que vinha mais atrás ao tentar desviar, acabou enfiando o pneu numa fenda e com isso foi pro chão! Ele caiu na pista, mas foi bem rápido ao rolar de volta para o acostamento e puxar a bike! Paramos para prestar socorro e por sorte o estrago havia sido pequeno: alguns arranhões e um guidão/mesa tortos. Ficamos para ajudar, mas ele insistiu que deveríamos continuar e que ele andaria até o posto mais próximo (estávamos a uns 500m da parada Ferreti). Depois ficamos sabendo que ele havia desistido mas que estava tudo bem com ele! Nós seguimos até o segundo PC, no posto Sinuelo, e fomos os primeiros a chegar. Ficamos o tempo suficiente para um lanche reforçado, mas procuramos não ficar parado muito tempo pois com a roupa encharcada o frio vem rápido.

O trecho até o PC3 seria longo e madrugada a dentro, então nos programamos para fazer um PC "2.5" no SAU do pedágio em Porto Belo. Tirado alguns trechos de acostamento ruim e de alguns caminhões que insistem em buzinar a troco de nada, não aconteceu muita coisa.... O Morro do Boi foi vencido sem muitos problemas e chegamos ao SAU. Acabamos ficando um bom tempo de papo lá com o terceiro ciclista, e aproveitamos para tomar alguns cafezinhos :-). Já próximos a Florianópolis/Biguaçu tivemos os problemas mecânicos. Eu furei duas vezes o pneu traseiro e o Fabricio uma vez, mas conseguimos chegar e "abrir" o PC3 (que na verdade era apenas um posto de combustível/conveniência). O nosso colega contou com o carro/esposa de apoio e conseguiu roupas secas. O Fabricio trocou o pneu (eu estava carregando um de reserva!) pois o dele havia lascado e poderia dar problemas mais pra frente. Aproveitamos também para passar uma água nas bikes pois a relação estava bem suja!

(café no pedágio!)

Acabamos demorando mais do que o necessário no PC3, mas tudo bem... pelo menos a noite já estava acabando e em pouco tempo teríamos alguma esperança de sol! A garoa havia parado também, e assim partimos para o PC4! No caminho o nosso colega conseguiu furar os dois pneus ao mesmo tempo! O Fabricio reclamou um pouco de sono, mas eu estava ligado. Abrimos o PC4, comemos umas bananas e seguimos viagem, agora por caminhos já bem conhecidos de outros Audaxes. Armação, Campeche, Lagoa, a temida subida da Mole, a reta interminável de Rio Vermelho, e finalmente o PC5 em Ingleses! Mais caféina, comida e um pouco de descanso para encarar as últimas maldades do dia: a subida para Canasvieras e as subidas próximas ao Shopping Floripa.

(duplo furo!)

Diminuímos um bocado o ritmo, mas ainda assim fomos os primeiros a chegar :-). Tempo final: 20h11m! Bem dentro do programado! Ficamos um tempo lá no Della pra fotos, bate-papo, etc e para fechar com chave de ouro e seguindo o ditado do "o que é um peidinho pra quem já está ..." voltamos de bike para a casa da minha mãe, e bem a tempo para o almoço! :-)

("depois", ou melhor, 404km depois!)



Track do dia: aqui. (mais 11km de volta).

p.s.: como sempre... poucas fotos!

sábado, 3 de agosto de 2013

Ponte dos Arcos

A Ponte dos Arcos, localizada na região entre Balsa Nova e Palmeiras foi o destino de um dos primeiros roteiros mais pesados que eu fiz com os amigos. Naquela época estavamos todos voltando/iniciando a pedalar e chegar na colônia Witmarsum foi uma verdadeira aventura :-). O Leandro havia sugerido um pedal para lá para o final de semana, e eu apoiei a idéia! Iríamos em mais ciclistas, mas no fim fomos só eu e ele.

Acabou que o roteiro ficou muito parecido com o que eu havia feito anos atrás. Nos encontramos na Havan do Baragui e seguimos pela 277 até Campo Largo. Paramos na Jusita para um café da manhã e seguimos cortando pelo centro de Campo Largo até chegar a estrada do Bugre. Seguimos por ela por mais um bom tempo e de lá pegamos estradas de chão até a subida da serra. Eu havia subido por esse caminho apenas duas vezes: no passeio original para a Ponte dos Arcos e na 4a etapa do Metropolitano de MTB. No strava ela está identificada como Serrinha - Bugre, e de "serrinha" é um nome meio enganoso... definitivamente é curta, mas o que tem de curta tem de inclinada!








Vencido o primeiro chefe de fase do dia, seguimos até a ponte dos arcos, com direito a uma paradinha no Rio das Mortes para um lanche. Chegamos a ponte dos arcos por volta das 13h. Atravessar a ponte é um momento de tensão! Já houveram mortes por lá, e uns amigos já tomaram um corridão do trem! Da primeira vez que eu atravessei, havia um trem parado e eu perguntei para o maquinista sobre o melhor momento de atravessar a ponte. Dessa vez não havia trem, então o lance foi dar uma de chefe apache, ouvir a sinalização sonora, ouvir o trilho e passar o mais rápido possível :-). Atravessamos sem problemas, mas quando já estávamos no mirante do outro lado, começamos a ouvir o trem, ou seja, uns 10 minutos antes e estaríamos na ponte! Daria tempo para ter saído de lá sem problema, porque do tempo que começamos a ouvir o trem até ele efetivamente passar seria o suficiente para atravessar, mas teria sido tenso mesmo assim! O legal é que acabamos ficando numa posição legal para tirar umas fotos.









Da ponte até a estrada dá uns 10 kms passando por umas fazendas. É um trechinho que pega um pouco depois do tanto que já havíamos pedalado, então diminuímos um pouco o ritmo. Chegamos no aslfato e seguimos para a colônia Witmarsum onde a Gleyce nos aguardava. Tomamos um café colonial e retornamos de carro para casa. Ah sim, ao sair da colônia encontramos o Fabricio (Dyck) em um ponto de ônibus! Se deu bem... ganhou carona para Curitiba :-).

Resumo do dia: 93km, e uns 2300m de altimetria. Track aqui.