sábado, 12 de março de 2016

Lagos e Vulcões 2016 - Puerto Varas a Ensenada

(22/01) O primeiro pedal mesmo iria ser uma preparação para um dos pontos altos da viagem que seria o “Cruce Andino”, o qual iniciaríamos no dia seguinte. Como o local onde pegaríamos o primeiro barco não era tão distante assim, teríamos um dia “fácil” pela frente então levantamos sem muita pressa e arrumamos as bikes para o início da viagem.

 (Hostel Central, Puerto Varas)

Fizemos uma pequena parada na padaria e seguimos para a loja do “Touris Tour” para compramos as passagens. O “Cruce Andino” é uma espécie de travessia que alterna ônibus e barco, de Puerto Varas a Bariloche (ou o contrário :-) ). Já tinha ouvido falar bastante sobre ele, mas o preço não ajuda muito porque normalmente custa 280 dólares! No entanto ao planejar a viagem, descobrimos que existe uma tarifa especial para ciclistas, que inclui só os barcos e custa “apenas” 98 dólares! Ao comprar as passagens tivemos a oportunidade de tirar algumas dúvidas e confirmar algumas suspeitas. Até é possível fazer o cruce em um dia, mas normalmente isso só é possível se fizer no sentido Bariloche -> Puerto Varas, por conta dos horários dos barcos, e porque nesse sentido a altimetria é mais favorável, já que Bariloche está situada a uns 800ms acima do mar e Puerto Varas a apenas 60m. Nos informaram também que poderíamos acampar em frente a uma estação dos Carabineiros, onde ficaríamos próximos de uma grande subida até a fronteira com a Argentina, e que segundo o vendedor era impossível subir tudo pedalando (ok, desafio aceito :-) ).

Com as passagens compradas, o próximo passo seria comprar comida para os próximos dias. Achamos um mercado legal no caminho e estocamos o suficiente para uns 3 dias. 

 (na saída de Puerto Varas)

 (parada para compras)

Seguimos viagem contornando o lago “Llanquihue”, que segundo o wikipedia é o segundo maior do Chile e o terceiro da América do Sul. Eu já tinha passado por esse caminho em uma outra viagem, mas de carro alugado, e na época a rodovia ainda estava em obras. Fizeram um bom trabalho e ainda incluíram uma ciclovia! Então seguimos admirando o lago e o vulcão Osorno ao fundo.


 (paradinha pro lanche)

O tempo estava ótimo e fazia até um bocado de calor. Paramos em um lugar bem legal para um lanche e um descanso e pudemos apreciar um pouco das famosas tortas locais. Experimentei a de “murta” (acho que era isso… uma “*berrie” típica do sul do Chile) e estava muito boa!
Tínhamos alguma dúvida se acamparíamos na localidade de Ensenada ou se seguiríamos até o cais em Petrohue, mas ao ver o camping com lago e vista pro vulcão decidimos ficar em Ensenada mesmo! Aproveitamos o horário, ainda relativamente “cedo” para almoçamos na lanchonete do camping e montar com calma as barracas no nosso sítio. Ainda deu para curtir um pouco o lago - pra mim só olhar, porque não encaro aquela água gelada não!

 ("praia" do camping)

 (nosso "sítio")

A noite fizemos a nossa primeira tentativa de cozinhar um arroz com lentilhas, que ficou ok, mas ainda com bastante potencial para melhorar :-). O calor do dia e início da noite deu lugar a um bocado de frio durante a noite, mas estávamos preparados para isso.

 (pôr do sol no camping)

 (tô bem abastecido :-) )

Resumo do dia: 46km bem tranquilos! Track aqui.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Lagos e Vulcões 2016 - A Ida

(21/01) Dia de iniciar a viagem! Mas antes do pedal, tinha um bocado de avião! Peguei o primeiro vôo para Garulhos as 6:20h da manhã em Curitiba. O embarque foi tranquilo, mas tomei um prejuízo com o excesso de peso e a TAM não perdoou. Pelo menos não alteraram nenhum vôo como das outras vezes com a Aerolineas Argentinas. Em Guarulhos também foi tranquilo, mesmo tendo que andar uns dois km dentro do aeroporto :-). Já no Chile tive uma "novidade" que não aconteceu de outras vezes. Ao passar na aduana, me fizeram tirar a bike de dentro da caixa, verificaram o número serial do quadro e fizeram uma "Declaração de Entrada Temporária de Bens"! Burocracia chata e provavelmente desnecessária... E ainda por cima o fiscal ao colocar as bike de volta na caixa, não o fez direito, e a roda dianteira que estava desmontada acabou riscando um pouco o quadro! Fica o alerta pra da próxima vez embalar melhor a roda!

 (Cordilheira)*
 (Vulcão!)*

Estava bastante calor em Santiago e o embarque doméstico estava bem cheio, mas deu tudo certo e sem atrasos. A aproximação com o avião meio de "lado" no Aeroporto de Puerto Montt indicava que eu iria pegar um "ventinho" ao sair. Demorou um pouco para a bike ser descarregada, mas chegou inteira, então procurei um canto vazio no aeroporto e fiz a montagem.


 (montagem)
 (pronto! saída do aeroporto)

O Tui e a Mariah tinham viajado no dia anterior, e combinamos de nos encontrar já em Puerto Varas. Como eu só chegaria mais tarde, eles tiraram o dia para passear, mas antes haviam enviado o endereço do hostel onde estavam. Joguei o endereço no GPS e ele encontrou um caminho que evitaria ter que voltar até Puerto Montt e pegar a Ruta 5. Ao sair do aeroporto encarei o vento, mas para quem já conheceu os ventos patagônicos, até que tava tranquilo! Poucos quilômetros depois, já estava em uma estradinha tranquila curtindo o tempo bom que fazia.

 (a caminho de Puerto Varas)

Cheguei no Hostel cedo e fiquei aguardando o Tui e Mariah chegar. Até deu tempo de tirar um cochilo! A noite saímos para jantar e comemos o primeiro salmão da viagem, e para acompanhar essa beleza de Stout, feita por uma cervejaria local.


* Se vc não estiver dopado de dramin, essas são imagens que podem ser vistas do avião! Fotos do Tui!

Resumo do dia: muitas horas de avião e 21km de bike. Track aqui.

Lagos e Vulcões 2016 - A Preparação

Ao final da viagem da Carretera Austral ficou a vontade de "emendar" uma próxima viagem a partir de Bariloche. Mantendo o ritmo de uma viagem "maior"* a cada 2 anos, esse era o ano de matar a vontade! Infelizmente os parceiros de outras viagens não poderiam participar dessa e fiquei em dúvida se faria sozinho ou não. Por sorte fiquei sabendo que um amigo iria pra mesma região e que poderia dar certo de juntarmos os planos de viagens, e deu! Precisei alterar a data que originalmente tinha pensado e o ponto de partida já que eu tinha planejado iniciar em Bariloche, mas ele já tinha passagens compradas para Puerto Montt!

Conversei com o Tui e começamos a ajustar o roteiro de viagem, e ficou combinado de iniciarmos em Puerto Montt, ir para Puerto Varas, fazer o "cruce andino" para Bariloche, subir a rota dos Sete Lagos e chegar em Pucón. De lá ele e a Mariah voltariam de ônibus para Puerto Montt e eu voltaria pedalando já que eu havia me programado para isso e comprado a passagem de volta dois dias depois que eles. Alguns dias antes da viagem, a Gleyce percebeu que quando eu troquei as datas na planilha com o roteiro, alterei apenas o dia, mas mantive o mês, em vez de alterar tudo. Resultado: "ganhamos" dois dias a mais de viagem, por conta de originalmente ter feito os cálculos considerando que fevereiro terminava no dia 29 e que janeiro terminava no dia 31 (explico: a viagem ia começar no carnaval e terminal na primeira semana de março, e foi mudada para começar em janeiro e terminar no carnaval). Acabou sendo bom porque ganhei mais dois dias "reserva" e que de fato os usaria!

(tudo pronto para embarcar!)

Com exceção dos últimos dias, fiz um roteiro mais tranquilo e com uma quilometragem menor por dia e acho que acertei bem na dose. Mesmo com os dias mais longos da região, não precisar iniciar o pedal muito cedo, e chegar no destino com bastante tempo de luz restante foi bom e permitiu que a gente curtisse mais cada lugar. Além disso, o roteiro previa uma certa flexibilidade e poderíamos alterá-lo no meio do caminho.

* 20 dias não é exatamente uma "grande" viagem, mas para os pobres mortais com 30 dias de férias por ano até que é...  :-).



sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Recanto Saltinho

(09/01) O blog tá meio parado, mas não morreu :-). Em breve terá mais atividade, a começar por este post. Faz algum tempo já que estava planejando alguma "viagem" curtinha para testar equipamento novo, e com um novo "evento" se aproximando, tinha logo que fazer algo. E para completar tenho novos parceiros de viagem/pedal.

Faz algum tempo também que queria levar a Gleyce para acampar então juntando tudo, planejamos um pedal até o Recanto Saltinho, distante de Curitiba uns 70km, no município de Tijucas do Sul. Tem chovido bastante por aqui, mas parecia que o tempo iria dar uma pequena trégua no sábado. Então marcamos de irmos eu, o Tui e a Mariah de bike, e a Gleyce iria de carro e nos encontraria direto lá e voltaríamos todos juntos de carro no dia seguinte.

(saída de Curitiba)
 
O sábado amanheceu já nublado, mas sem perspectiva de chuva. Nos encontramos lá em casa e fizemos o primeiro trecho da viagem em um ritmo bom, aproveitando a ciclovia da Marechal! Em São José dos Pinhais fizemos uma parada para o café da manhã e seguimos em direção ao contorno onde aí sim começaria a viagem de "verdade" já em estradas de chão.



O caminho já é um velho conhecido e o percorri em outras ocasiões, mas continua sendo agradável. Percorremos mais uns 20km e fizemos a parada para o almoço em uma pequena localidade chamada "Cotia". Seguindo viagem pegamos um trecho com o terreno um pouco mais difícil com pedras mais soltos, estilo "rípio", mas que não é muito longo e passamos por ele sem problemas. Embora o sol não estivesse castigando, pois estava bem nublado, o calor incomodou um pouco.

(piada nerd)

Faltando uns 5km para o destino o tempo começou a fechar e não perdoou. Chuva! Como faltava pouco nem nos demos muito o trabalho de colocar os impermeáveis e simplesmente seguimos até o Recanto onde a Gleyce já nos esperava. Fizemos um lanche reforçado antes que o restaurante do lugar fechasse (as 18h!) e partimos para a área de camping para montar as barracas. Tivemos que monta-las em uma pequena trégua que a chuva deu. O lugar é bem agradável, mas tivemos a infelicidade de termos vizinhos bem barulhentos, primeiro com som alto e depois com dois jipes 4x4 que eles estavam usando em uma trilha próxima! afff...

(Saltinho, visto da área de camping)


 
(despertar com chuva no acampamento)

(café da manhã ainda com chuva...)

Pelo menos a chuva que caiu a noite toda ajudou a abafar o som e dormimos bem :-). Pela manhã ainda chovia sem parar, mas o jeito foi desmontar acampamento assim mesmo. Colocamos tudo dentro do carro e toca de volta pra Curitiba! Enfim, diversão curta mas bem aproveitada, equipamento testado e parceria fechada! Que venham as próximas!

Total: 70km com 844m de altimetria. Track aqui.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Campo Alegre - Corupá - Campo Alegre

(16/05) Campo Alegre é um daqueles casos de simpatia a primeira vista. Gostei de quando passei por lá pela primeira vez e tenho retornado sempre que posso. Além disso está na "beira" de uma serra bem legal com vários caminhos legais para pedalar. Eu já tinha explorado alguns deles em outras viagens e tinha proposto ao Luiz para voltarmos lá. O projeto ficou engavetado por um bom tempo, mas finalmente o executamos. Como a região fica no "quintal" de outro amigo ciclista, acabamos combinando de fazer parte do pedal com ele, e alteramos o roteiro original, o que foi legal, pois acabei conhecendo mais uma rota por lá, a Estrada da Saraiva.

Após uma rodado de negociações pelo "telegram", reunimos um grupo de 4 ciclistas para a empreitada. Eu, o Luiz, o Arce e o Fábricio Souza, além é claro do Mr. Heil que saiu de Joinville. Optei por ir com a esposa no dia anterior para Campo Alegre, e assim acordar com mais tranquilidade no dia do pedal. Ficamos no Hotel Campo Alegre como de costume.

O tempo no dia anterior não estava lá essas coisas e havia até a possibilidade de chuva, mas tivemos sorte e apesar de não estar assim "perfeito" o tempo todo,  ficou bem legal.

(amanhecer em Campo Alegre)

No café da manhã encontramos o Mr. Heil, que estava vindo de Joinville e passou no hotel. Ele iria começar a o pedal de outro ponto, então seguiu antes da gente. O Arce e o Luiz chegaram também e iniciamos o pedal. O tempo ficou ainda melhor :-).


(Fotos da Virb do Luiz :-) ).

Chegamos no ponto de encontro com o Mr. Heil e ficamos aguardando. Imaginávamos que ele estaria vindo ainda, mas acabou que ele chegou primeiro, desceu parte do caminho e depois subiu para nos encontrar! Do ponto de encontro começamos um grande downhill (video no blog do Luiz).

A estrada da Saraiva terminou em um trecho que eu já havia feito antes, mas que não sei o nome :-). E desse ponto seguimos direto para Corupá. Fomos até o posto na entrada da cidade onde há também um restaurante e almoçamos por lá. O Mr. Heil encontrou com a esposa e seguiria para casa, enquanto nós iríamos encarar a subida de volta.

O começo foi tranquilo, e andamos um bom pedaço no plano até a estrada começar a subir, e ai sim o negócio empina para cima! Eu havia descido esse pedaço em outra viagem e sabia que tinha uns trechos bem inclinados...


(sobe!)

Não é de se admirar que Santa Catarina tenha bons ciclistas, com um quintal desses para treinar!! Fizemos uma paradinha no mirante e dessa vez pude apreciar a paisagem porque da vez anterior estava chovendo para caramba!


O trecho logo após o mirante é de soltar as tiras... tipo inclinação de 20%! Mas conseguimos vence-lo. Seguimos por umas estradinhas bem legais (e ainda subindo :-) ) até o trecho onde o grupo iria se separar. O Arce e o Luiz seguiram de volta para Campo Alegre, enquanto eu e o Fabrício seguimos até São Bento do Sul, onde a esposas nos esperavam. Pedal muito legal... quero voltar a região para mais uns pedais!

Resumo do dia: 91km com 2000 de altimetria. Track aqui.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Carretera Austral 2014 - O Retorno

(29/1) Curioso como a ida e o retorno para essas viagens tem se tornado quase que uma aventura. Dessa vez não foi muito diferente! Acordamos cedo e terminamos de empacotar tudo. Conforme eu tinha feito na vinda, coloquei tudo de mais valor e mais pesado no alforge que vira mochila e que eu carregaria comigo. Os demais alforges voltaram na minha sacola do Paraguai :-). O Mildo colocou seus alforges em uma lona e fez uma espécie de "bombom" gigante, um pacotão fechado com bastante fita adesiva :-). Descemos até a bicicletaria, que ficava a apenas duas quadras do hotel, e já estava tudo pronto para o embarque, faltando apenas chegar nossa "condução". A caminhonete chegou, carregamos ela e partimos para o aeroporto. Fomos conversando com o motorista, que era amigo do dono da bicicletaria e instrutor de ski! Claro que o carreto foi cobrado, mas acredito que teríamos gastado até mais com taxi.



Chegamos cedo no aeroporto, e despachamos logo as bikes/bagagens de modo que teriamos mais de uma hora para ficar de bobeira por lá. Depois de rodar um pouquinho resolvemos sentar na lanchonete e tomar uma coca enquanto esperávamos. Enquanto estávamos lá, anunciaram no sistema de som o nome do Mildo e pediram que ele comparecesse no balcão da companhia. Ok... lá se foi ele... uns 40 minutos depois e ele ainda não tinha retornado. Fiquei preocupado e fui atrás dele. Nada dele no balcão da Aerolineas. Rodei mais um pouco e não o achei. Voltei no balcão, perguntei e me disseram que ele poderia estar no desembarque! Achei estranho mais desci para o andar de desembarque e o vi por trás das portas de vidro junto com a polícia!


(a espera do embarque)

 Resumindo a história: passaram o pacotão dele no raio-x e encontram coisas "estranhas". Quer dizer... que ciclista acharia estranho um pote com parafusos, um frasco de W40 e um punhado de abraçadeiras? Aparentemente os terroristas conseguem fazer uma granada com isso :-). Depois de um monte de explicações e "pra que serve" o mal entendido foi resolvido e liberaram o Mildo! (ah sim.. perdeu o W40!).



No embarque mais uma pequena surpresa. Nos colocaram pra fora da fila, e nos pediram para ver o cartão de crédito! Pelo menos essa foi fácil de resolver. Infelizmente colocaram o Mildo na lista negra, então em todo os embarques/revistas/raios-x pararam ele e pediram para abrir bolsa, etc!

Fora isso, os vôos foram tranquilos. Chegamos em Florianópolis dez e pouca da noite, e o Paulo foi nos buscar de Bandeirantes (mais um passeio de bikes amarradas no teto!). O meu plano era dormir na minha mãe e voltar para Curitiba no dia seguinte, mas acho que o Rafael e o Mildo já estavam meio estressados e pediram para ir para a rodoviária! Deram sorte e pegaram o último ônibus do dia, de volta para Curitiba.

Eu fiquei, e ainda curti um almoço na casa da minha mãe antes de embarcar de volta para Curitiba. Feijão finalmente :-)!

Pronto... demorei quase 1 ano para terminar os posts! Segue a pauta!

p.s. praticamente sem fotos do último dia, então segue algumas do dia anterior!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Carretera Austral 2014 - Bariloche

(28/1) Eis que quase um ano depois resolvo terminar o relato :-). Antes de desmaiarmos de sono no dia anterior, a última coisa que fizemos foi acertar a volta para casa. Compramos passagens de Bariloche para Buenos, e de lá para Florianópolis para o dia 29, então teriamos ainda um dia para passear em Bariloche e tentar tirar a impressão ruim que ficou (adianto, sim... tiramos). Compramos as passagens pela Aerolineas Argentinas e não foi barato! Curioso como é possível comprar passagens de ida-e-volta mais baratas do que só de ida! Bom, fica a lição, da próxima vez comprar passagens de ida-e-volta e optar pela modalidade "flexivel" (o que permite a troca do dia sem taxas absurdas!).

Começamos o dia meio devagar, e como o hotel não tinha café da manhã fomos para a rua principal e achamos um lugar legal para tomar um café com uma "media-luna" (croassant). Bariloche é uma mistura esquisita... a rua principal foi feita para os brasileiros ávidos por compras, com muitas lojas. A cidade é bem "inclinada", meio que espremida entre montanha e lago, mas o local de fato é bem bonito. Pelo que pudemos conversar com os locais, a estação onde o movimento é grande mesmo é no inverno, mas o verão está ganhando uma certa popularidade também.

(Sim... é inclinado!)

Fomos atrás de uma agência de turismo e compramos as passagens para a visita a Isla Victoria. Como o passeio seria a tarde, usamos a manhã para passear pela cidade. Visitamos o lago, a igreja principal, a prefeitura, e na volta para o hotel ainda achamos uma bicicletaria onde fizemos os arranjos para o nosso retorno. Em viagens anteriores, nós mesmos embalamos tudo para a volta, mas dessa vez acabamos acertando com a bicicletaria para eles fazerem isso, ou seja, trariamos as bikes, eles colocariam em caixas e no dia seguinte nós a pegariamos e seguiriamos para o aeroporto. Tivemos alguma dificuldade com o transporte para o aeroporto, pois não achamos taxis que pudessem levar as caixas, mas o dono da loja foi muito legal e conseguiu contactar um amigo que tinha uma caminhonete e nos levaria para o aeroporto.




Com tudo resolvido, ainda rodamos mais um pouco até dar a hora de pegar o ônibus na agência que nos levaria até o cais de onde partem os barcos para a ilha. No caminho pudemos observar um pouco mais da beleza do local. Fora do centro da cidade, na beira do lago há outros hotéis (possivelmente bem caros...) e até mesmo campings que parecem ser muito legais (#ficaadica).


Chegamos no porto e embarcamos. O passeio de barco faz duas paradas, a primeira no que eles chamam de Bosque de Arrayanes, uma ponta do lago, com um bosque com árvores que são primas da nossa jabuticaba e que só são encontradas na região. A segunda parada é na Isla Victoria mesmo.



Na primeira parada está uma casinha que dizem as lendas teria inspirado Walt Disney na criação do "Bambi". De fato Walt Disney visitou a região, mas se a história da casinha é verdade, bem... há controvérsias :-). O passeio no bosque se dá por uma série de passarelas de madeira e é bem agradável, embora você tenha que disputar espaço com mais um monte de turistas. Desse local também sai uma trilha que leva até Vila La Angostura, que estava nos nossos planos, mas vai ficar para uma próxima vez.


(bosque de Arrayanes)

De lá o barco seguiu para a Isla Victoria e ai os turistas se dispersam mais porque há umas 3 ou 4 opções de caminhos/trilhas diferentes. Optamos pela trilha mais longe, e talvez por isso mesmo, a mais vazia. Valeu muito a pena porque ela sobe um morro com uma vista muito legal para a região! Boas fotos para a capa de página do facebook :-).





Pena que o seu tempo na ilha é regulado pelo horário do barco, então voltamos e aguardamos o embarque. De volta a Bariloche começamos a pesquisar o local para jantar e nos foi fortemente recomendado o "Boliche do Alberto". Fomos para lá e encaramos uma fila de quase 1 hora! Mas valeu a pena, de fato o Bife de Chorizo deles é espetacular! Terminamos a noite com um sorvete de Dulce de Leche em uma sorveteria próxima e voltamos para o hotel para a última noite da viagem!


Sem pedal hoje :-).